sexta-feira, 3 de agosto de 2007

PEQUENO RESUMO DA ORIGEM DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS

with 21 comentários


Antes de tomar a sua atual forma nos Estados Unidos, a historia em quadrinhos foi prenunciada na Europa através de uma profusão de histórias em imagens, sem legendas ou ilustrando um texto, frequentemente hábeis produções de talentosos ilustradores, e largamente disseminadas pela imprensa e livros. A relação destas histórias em imagens com as histórias em quadrinhos é certa, sem dúvida mais que a influência das estampas de Epinal. Os dois grandes nomes são Topffer e Busch. Topffer devia influenciar diretamente Christophe e, com isso, dar origem à história em quadrinhos francesa. Busch encontra-se na origem da história em quadrinhos americana, criada por Hearst e Dirks.


Rodolphe Topffer 1799-1846 natural de Genebra, escritor, artista, professor da Universidade de Genebra, e autor de novelas e também de histórias em imagens, plenas de fantasia: as aventuras do Sr. Vieux-bois, do Sr. Cryptograme, do Sr. Jabot, reunidas, em 1846-47, sob o título Histoires em Estampes, tiveram grande sucesso e sua originalidade foi elogiada por Goethe. A narração é inteiramente figurada, as imagens numerosas, separadas verticalmente por um simples traço, colocadas sobre um breve texto. No fim de sua vida, a história em imagens se difundiu ainda mais com o Herr Piepmeyer de A. Schrodter 1848 e Monsi-eur Reac de Nadar 1848-49. Ela conheceu um grande impulso, na Alemanha, nos anos 1860-1870, graças a F. Steub 1844-1903 e principalmente a Wilhelm Busch 1832-1908. Busch e, de fato, menos achegado à história em quadrinhos que Topffer. Ele ilustra seus próprios poemas satíricos ou moralistas. O mais conhecido, Max und Moritz, conta as farsas e o fim atroz de dois garotos, e terá um grande papel –como inspiração e não como técnica – na gênese da história em quadrinhos americana. O "mal" humor de Busch é pesado e feroz, muito distante da fantasia de Topffer. Nos anos 1880, a história em imagens sem legendas invadiu as revistas francesas e tanto Caran d´Ache quanto Benjamin Rabier se destacaram neste gênero. Rabier terá uma longa carreira, especialista em álbuns de animais humorísticos para a juventude, ele está, no mais das vezes, a margem da histórias em quadrinhos.


Georges Colomb, que assinava Christophe, estabeleceu a fórmula que seria por muito tempo à da história em imagens européia, última experiência antes do surgimento da história em quadrinhos como seria criada nos Estados Unidos. Filho do diretor do colegio de Lure, pequena cidade do norte da França, Christophe ingressou na Escola Normal Superior em 1878, com Jaures, Bergson e Baudrillart. O gôsto pelo desenho fê-lo especializar-se em história natural. Após a sua saida do Normal, ele procura aumentar seu salário de professor com a venda de seus desenhos. Faz também histórias sem legendas e torna-se um colaborador frequênte do Petit Français Illustre, jornal para crianças. Embora venda seus desenhos, ele os faz para o seu filho e, quando este aprendeu a ler, introduziu a palavra em suas histórias.


O estilo de Christophe é muito superior ao que será produzido durante muito tempo por seus sucessores na história em quadrinhos francesa. Quase todos os seus desenhos mostram um notável encadeamento de movimentos de uma imagem ou outra. Ele sabe fragmentar a narração em pequenas imagens para expressar uma sucessão rapida de acontecimentos.





Acontece-lhe também de variar os formatos e empregar quadros alongados, dignos do cinemascope. A história é farta de achados narrativos: o agrupamento progressivo de uma multidão vista na vertical, nos Fenouillard, é um deles. Na mesma série, uma perseguição noturna no Japão é um modelo do gênero; notamos aí movimentos da lua que, de imagem em imagem, aparece cada vez mais alta por cima dos muros. Christophe pratica continuamente um contraponto irônico entre texto e imagem, onde a brutalidade do fato contrasta com a preciosidade da narrativa. Esse retraimento do narrador para com a ação cria às vezes, uma certa aparência de divertimento intelectual, único defeito da obra de Christophe.A Inglaterra pode também reinvidicar a invenção das histórias em quadrinhos com Ne´er-do-well Ally Sloper de W. F. Thomas, histórias em imagens, com um herói permanente, com legendas sob a imagem, surgida em 1884 e prosseguindo até 1920 com algumas interrupções. Após Ally Sloper apareceu Weary Willie and Tired Tim em 1896. Obra do desenhista Tom Brown, Weary Willie apareceu no jornal infantil Illustrated Chips e a fórmula era a mesma de Fenouillard: imagens sobre um texto muito copioso.

21 comentários:

  1. Iam Godoy & R.Raven disse...

    DESCULPEM-ME SE HOUVEREM ALGUNS ERROS NESTE BLOG...SOU MARINHEIRO PRÉ-FORMADO NESTE ESTRANHO OCEANO DE INFORMAÇÃO ONLINE!!!

    QUAISQUER INFORMAÇOES SOBRE O TEMA SERAO DEVIDAMENTE RESPONDIDAS...POSTE SUAS OPINIOES OU CRÍTICAS PARA O MELHORAMENTO DESTE BLOG.

    OBRIGADO E DIVIRTAM-SE!!!

  2. diego saburi amigo do runescape disse...

    achei isso muito intereçante,parabens

  3. Joao Francisco disse...

    Teria como informar a fonte disso?
    obrigado
    jfpmelo@hotmail.com

  4. Anônimo disse...

    olá acho que voces deveriam colocar mais informações sobre outros artistas, e ñ de apenas um ou tres, informar mais claramente de como inventaram, qual foi o primeiro livro publicado, por quem chegou ao Brasil e etc.
    informações de qual foi a história das histórinhas em quadrinhos, e ñ só retratar o estilo de alguns artistas.
    acho que voces se sairiam melhores no assunto.
    lembrando que cada opinião é para o melhor funcionamento de seu site.]

    atenciosamente S.O. Obrigada!

  5. Rafael disse...

    Sempre acompanhei este salão, e acho interresante as artes que estao em exposição mas falando em quadrinhos ou "hq"acho interresante alguns, especialmente os "HQ's adultos...

  6. alexandra disse...

    hum ... agudo bastante no trabalho de portuges

  7. Anônimo disse...

    Pensei que era um "pequeno resumo".

  8. Anônimo disse...

    nao tem resumo melhor

  9. anonimo disse...

    que resumo grande

  10. Anônimo disse...

    vc disse que erra um resumo isso pareser + uma histópria

  11. Anônimo disse...

    vai me ajudar bastante no trabalho de portugues..

  12. Anônimo disse...

    não tem u maior não. esse e muito pequeno...

  13. Anônimo disse...

    naum gostei pois quero a trajetoriaaaaa

  14. Marailson Tutu disse...

    GOSTEI MUITO DO CONTEÚDO, FOI MUITO ÚTIL PARA MINHA EQUIPE, Á ALGUNS MESES PARTICIPEI DE UM TRABALHO ESCOLAR, NO QUAL FICAMOS COM O TEMA QUADRINHOS, E PARA FAZER NOSSO TRABALHO PESQUISAMOS EM VÁRIOS SITES, E ESTE BLOG FOI UMA DAS NOSSAS FONTES DE PESQUISA, VALEU, SE VOCÊ QUISER VER NOSSO TRABALHO SEGUE O LINK, CONTA UM POUCO DO QUE NÓS CONSEGUIMOS SOBRE QUADRINHOS, http://www.youtube.com/watch?v=B7bEqm0Usos

  15. Anônimo disse...

    que resumo grande heim

  16. Anônimo disse...

    muiito boom o resumo ,soq é muiito grande .maiis vlw C:

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AMIGOS DA RAVENS HOUSE BRASIL

A HISTÓRIA DESTA HISTÓRIA TODA:

Quando decidi escrever um livro sobre as histórias em quadrinhos me veio a cabeça uma questão deveras intrigante.

Por quê escrever sobre um assunto que todo mundo já havia explorado!

O quê teria de original!

Pesquisando outras obras do assunto, acabei descobrindo que os melhores textos sobre os gibis estavam nas matérias das revistas especializadas ou nas seções de cartas. Uma coisa então estalou na minha mente e nada me impediu de acordar minha irmã-de-profissão às duas da manhã para fazer a seguinte proposta:

“Que tal escrevermos um livro só de curiosidades sobre os gibis.”

Depois de caminhar 17 Km de joelhos até o Juazeiro do Norte, consegui o terceiro componente para a construção do livro: o computador. Todos sabem que Rosana Raven não é jogo fácil de se lidar, mas aprender digitação em apenas uma semana equivaleu a milhares de Rosanas de realidades diferentes acarretando na aceleração molecular de minha calvície. Quando começamos finalmente a escrever, outro fato veio a tona: a ausência de material. A quantia de material adquirido e fatos requerentes aos quadrinhos renderia um gordo fanzine, mas estava longe de se tornar um livro. Novamente as brumas da preocupação baixaram sobre minha cabeça e mais alguns fios de cabelo se perdiam na escuridão...

Tudo parecia esvair-se até que a sapiência sagrada de R.Raven veio em meu auxílio, leve como uma bola de concreto: "É só colocar um breve resumo sobre a origem das histórias em quadrinhos, sua anta!". Então era isso!

Novamente o sol começou a brilhar e a construção desta demorada criatura foi iniciada com seu devido conteúdo, recolhendo material de diversas obras sobre o assunto e utilizando a máxima popular “copiar uma coisa é plágio, copiar várias é pesquisa”.
Sobre o conteúdo histórico do livro ser limitado aos anos 70-80 a explicação é simples; nesta fase os quadrinhos adotaram uma postura única que permaneceu até agora.

E o resto está no decorrer do livro... boa viagem!

IAM GODOY São Paulo, 21 de agosto de 2006.





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