quarta-feira, 8 de agosto de 2007

O SILENCIOSO AVANÇO DOS COMICS

with 4 comentários


Por volta de 1880, os Estados Unidos estavam, no domínio da literatura desenhada como no da ilustração em geral, muito atrasados em relação à Europa. Alguns desenhistas americanos tinham empregado o balão em suas obras bem antes da Guerra da Secessão, e as histórias contadas numa sucessão de imagens não eram desconhecidas, porém esses esforços não tiveram continuidade. A América contava com desenhistas de grande valor como Thomas Nast e Bernhardt Gillam, porém eles exerciam geralmente seu talento nos dominios da sátira política ou social e não se interessavam pelas pesquisas feitas na mesma época na Europa, por Topffer, Nadar e Caran d´Ache.
Esta situação devia mudar rapidamente como o aparecimento e desenvolvimento das revistas humorísticas no princípio dos anos ´80: Puck, inicialmente concebida em 1887 para ser a versão americana da revista alemã do mesmo nome, mas utilizando cada vez mais material americano; Judge, publicada pela primeira vez em 1881, e Life, que apareceu em 1883. Esse florescimento de revistas e a concorrência que se seguiu tiveram efeitos felizes sobre os desenhistas americanos que se rivalizaram em originalidade e em virtuosidade na sua na sua técnica. Desde 1890, os elementos essenciais da história em quadrinhos – a narração em sequência das imagens, a continuidade dos personagens duma sequência a outra,o diálogo incluso na imagem- encontravam-se todos reunidos nestas revistas e já se podia descobrir nelas os artistas que a história em quadrinhos, mais tarde, tornariam célebres: Richard Outcault, James Swinnerton, Frederick Burr Opper.


PULITZER: O PRECURSOR DAS HQ´S.

O processo de síntese dos componentes da história em quadrinhos foi acelerado pela luta impiedosa a que se entregaram dois magnatas da imprensa nova-iorquina: Joseph Pulitzer e William Randolph Hearst. Joseph Pulitzer, imigrante húngaro, havia comprado em 1883 o jornal New York World que estava agonizando e fez deste o protótipo do diário moderno: manchetes enormes, artigos sensacionalistas, seções de esportes, numerosas ilustrações etc. Porém, seus esforços recairam sobretudo no suplemento dominical do jornal, cuja fórmula procurou sempre melhorar. A 9 de abril de 1893, depois de várias tentativas que malograram, ele produziu a primeira página colorida do World, abrindo assim o caminho aos desenvolvimentos que se seguiriam.
Entre os numerosos artistas que trabalhavam para o World encontrava-se Richard Outcault cuja contribuição principal para o jornal chamava-se Down Hogan´s Alley , contando as façanhas geralmente pouco recomendáveis dos indivíduos de um cortiço de Nova Iorque. Um dos principais personagens desta atrapalhada vila era um moleque careca, orelhudo, de rosto arteiro e eternamente vestido com uma enorme camiseta branca. Foi esta camiseta que os técnicos do World quiseram tingir de amarelo, a única cor que eles ainda não tinham conseguido imprimir. A 16 de fevereiro de 1896, a experiência foi realizada com pleno sucesso. A camisa brilhante atraiu todos os olhares e o menino, incontinenti, batizado de Yellow Kid tornou-se a principal atração do jornal e contribuiu para dar o nome de Yellow Jornalism- jornalismo amarelo – aos procedimentos as vezes pouco escrupulosos da imprensa sensacionalista.
O Garoto Amarelo ainda não era uma história em quadrinhos, mas o predecessor imediato do gênero. Nos desenhos confusos e regorgitantes de Outcault, já se encontra um elenco permanente de personagens e a utilização crescente de balões, todos os sinais reveladores de uma nova fórmula. Para se entender bem o universo narrado por Outcault basta assistir os episódios da série mexicana que se tornou um verdadeiro cult desde 1980: Chaves. A vila de Boleños é uma versão um tanto inocente dos guetos nova-iorquinos narrados por Outcault em seu Down Hogan´s Alley.
Por seu lado, William Randolph Hearst, que deveria mais tarde servir de modelo a Orson Welles para o seu Cidadão Kane , viera da Califórnia para Nova Iorque em 1895. Comprou de Albert Pulitzer, irmão de Joseph, o Morning Journal , em decadência, entrando logo em luta com o World. Como Pulitzer, Hearst tinha consciência do enorme fator de vendagem constituído pelos suplementos ilustrados dominicais. E ainda não satisfeito em usar seus próprios desenhistas, ele atraiu os dos concorrentes: foi assim que Richard Outcault passou para o Journal levando consigo o seu Yellow Kid. Mas era preciso apresentar sempre novidades. Em 12 de dezembro de 1897, o New York Journal oferecia a seus leitores uma nova série de desenhos intitulada Os Sobrinhos do Capitão, obra de um desenhista principiante chamado Rudouph Dirks. Em parte inspirados por Max und Moritz de Busch, Os Sobrinhos do Capitão marcam o resultado de meio século de esforços. Sem ter plena consciência disso, Dirks acabava de dar origem a um novo modo de expressão artística, o qual só mais tarde seria chamado de história em quadrinhos.

COMICS: UM CALENDOSCÓPIO DE AVENTURAS.

Filha do mercantilismo e nascida acidentalmente, a história em quadrinhos cresceu e proliferou em todas as direções antes mesmo que se pensasse em dar-lhe um nome. Originalmente, as histórias em quadrinhos eram essencialmente humorísticas “daí o nome de comics que lhe foi dado”, porém logo se estabeleceu uma grande variedade de temas: fantasia, suspense, histórias mitológicas e até ficção científica apareceram por seu turno. Algumas destas criações revelaram-se efêmeras ou prematuras, outras abriram o caminho para a renovação e o enriquecimento do gênero.

Desde 1903, com Sandy Highflyer e, três anos depois com Hairbreadth Harry, Charles Kahles foi o iniciador das histórias em quadrinhos de aventuras. Sandy era um jovem intrépido cujas aventuras em balões já tinham o germe das histórias de aviação do futuro. Infelizmente suas façanhas foram de curta duração. Hairbreadth Harry teve uma sorte melhor, pois o encontramos ainda em 1936, pela pena de um outro desenhista. Harry é um jovem generoso, um justiceiro na grande tradição da época, constantemente ocupado em salvar as herdeiras espoliadas, ou orfãs exploradas, das garras de vilões bigodudos. Sem negar a presença de numerosos elementos paródicos, Hairbreadth Harry é sem dúvida também uma excelente história de aventuras cujas peripécias fascinaram toda uma geração de adolescentes. O estilo de Kahles, ainda caricatural na representação dos personagens, tende para um realismo maior na sugestão do movimento. Todavia, essa mistura do gênero cômico e da ação realista persistiu muito tempo e persiste ainda em numerosas histórias de aventuras, e esse fato não poderia de jeito nenhum tirar o mérito de Charles Kahler como o primeiro desenhista a introduzir o suspense na história em quadrinhos.

Os anos foram se passando e os desenhistas continuavam sem cessar suas experiências, dentre elas as maravilhas oníricas de Winsor McCay em seu incrível Little Nemo in Slumberland (1905). Foi então que se estabeleceu a união entre duas formas artísticas igualmente desprezadas: as HQ´s e o cinema. Winsor McCay realizou o primeiro desenho animado de valor, Gertie, the Dinossaur, em 1909, enquanto Harry Hershfield fazia a sátira dos filmes seriados da época, com Desperate Desmond , de 1910, ano que acaba a primeira época dos quadrinhos nos EUA. Foi uma época cheia de inovaçoes extraordinárias, de apaixonantes experiências, de empreendimentos audaciosos. Alguns consideram esse período, de 1900 a 1910, como sendo a Idade de Ouro das histórias em quadrinhos.


ADMIRÁVEL MUNDO NOVO: A ADAPTAÇAO DAS HQ´S.

Dentro da grande variedade dos temas e a espantosa diversificação de estilos que caracteriza a história em quadrinhos americana em 1910, duas correntes intelectuais opostas já se fazem notar entre os desenhistas: os humoristas e os estudiosos. Os humoristas só vêem nas histórias em quadrinhos um divertimento, um meio de estravazar por meio do deboche; já os estudiosos querem intelectualizar os quadrinhos, tentando explorar todas as possibilidades, formais ou narrativas. Essa última tendência, encontrada em Winsor McCay, terá o seu melhor representante em George Herriman e sua criação surrealista Krazy Kat ,de 1911. A ação, plena de sinais e símbolos, para numa atmosfera de incerteza e de estranheza. As paisagens e os objetos se alteram e se transformam sem cessar. Testemunhas dessa desordem cósmica, os protagonistas não mostram nem surpresa, nem curiosidade, mas recomeçam sem se cansar os mesmos gestos rituais e bizarros. E impossivel não reconhecer, aplicados a história em quadrinhos, os próprios métodos do surrealismo. Publicado sem interrupção até a morte de Herriman, em 1944, Krazy Kat foi originalíssimo por dez anos, até o aparecimento de outro gato muito louco, Felix, the Cat 1921, de Pat Sullivan. Entre os desenhistas que, na mesma época, faziam experiências semelhantes aquelas de Herriman é necessário colocar Milt Gross e Rube Goldberg. Esses dois artistas possuem muitas coisas em comum: um estilo paródico e exagerado e uma imaginação cômica que eles devem a Frederick Opper; uma inclinação marcada por situações absurdas cujo efeito é precipitar uma reação em cadeia; e uma tendência para utilizar a linguagem com fins agressivos. Até mesmo suas carreiras apresentam curiosas semelhanças pelo número dos empregos, às vezes simultâneos, dos quais só consagraram uma pequena parte à história em quadrinhos. Sua contribuição, apesar disso, não deve ser negligenciada. Contudo, a história em quadrinhos mais marcante desta época é Bringing Up Father, nascida em 1913 da pena genial e prolífica do desenhista George McManus e conhecido entre nos como Pafûncio. As confusões que envolvem este velho pedreiro, que ficou milionário na loteria, e sua esposa, a ex-lavadeira Marocas, monstro de feiúra, de esnobismo e de egoísmo, sonha só em esquecer suas origens sociais e frequentar a alta roda , Pafûncio só tem um desejo; reencontrar seus velhos amigos no bar para uma partida de cartas e um bom ensopado de repolho. A riqueza de invenção de McManus é inesgotável. Os personagens secundários, de um ridículo completo, são colocados com um talento muito seguro e o cen[ario surpreendente feito de uma mistura de arquitetura rococó, mobiliário Modern Style e bibelôs alambicados, servem de plano de fundo apropriado às piadas que se sucedem aos jorros. Durante 40 anos, até a sua morte em 1954 , McManus dissecou os ridículos, as manias e os defeitos da sociedade americana com um ritmo alegre e um humor jovial que fazem lembrar Eugène Labiche, ao passo que o ritmo irresistível e os rebuliços ridículos de enredo fazem pensar em George Feydeau. Levado ao teatro e ao cinema, traduzido em todas as línguas, Pafûncio foi a primeira entre as histórias em quadrinhos a conhecer a glória internacional.

A ORIGEM DOS COMICS SYNDICATE.

A fama de Pafûncio, entre outras obras, foi em grande parte apressada pela generalização do sistema de sindicatos, agências de distribuição de histórias servindo dezenas e ás vezes centenas de publicações. O primeiro sindicato verdadeiro, o International News Service, foi criado por Hearst em 1912 e deu nascimento ao King Features Syndicate dois anos depois, seguido também pelo Chicago Tribune Daily News Syndicate, o United Feature Syndicate uma filial da United Press International e numerosos outros de menor envergadura. Esta nova maneira de distribuição assegurou numa escala até então desconhecida a difusão das histórias em quadrinhos e contribuiu grandemente para a opulência de seus autores , mas impôs também limitações ás vezes excessivas à liberdade de expressão dos desenhistas que , no desejo de se dirigir a um público maior possivel , escolhiam seus temas de maneira a satisfazer a todos.
Foi assim que se viu multiplicar as histórias em quadrinhos tendo por tema a mais burguesa das instituições: a família. O melhor, ou seria pior, exemplo destas histórias nos é dado por The Gumps,(1917). A concepção, o espírito e o estilo desta série são de uma mediocridade alarmante. Os personagens: Andy Gump, o pai, uma caricatura de traços finos encimada por um rosto sem queixo; Min, a mãe, e seus filhos, são desenhados com uma total falta de talento. O diálogo é de uma vulgaridade assustadora e a ação gira na maior parte em torno de operações financeiras. Não há humor, nem espírito nessa anti-história em quadrinhos mas, mesmo assim ela teve uma populariedade extraordinária que sobreviveu a morte de seu criador, Sidney Smith, em 1935.
Ainda sobre os temas familiares, o tempo nos ofereceu variações importantes que começariam a complementar essa nova forma de expressão em quadrinhos. Em 1912, Cliff Street apresenta ao público sua obra, Polly and her Pals, que conta os problemas e preocupações de uma adolescente. A sedutora e sofisticada Polly inaugurou um gênero que até então era tido como secundário nas comédias familiares; tiras sobre os desenvolvimentos dos filhos, em especial as garotas, e seus temores sociais. Nascia então as girl strips, tiras em quadrinhos sobre a adolescência feminina. Polly and her Pals sobreviveu à duas guerras mundiais e só foi encerrada quando seu criador se aposentou em 1958. Winnie Winkle, de Martin Branner, seguiu a mesma tradição em 1920. Esta história é celebre graças as façanhas de Perry Winkle, o irmão da heroína Winnie, que se apossou da página dominical, deixando a irmã com as tiras diárias.Também centralizado ao redor da família temos Gasoline Alley (1919) que instalou nas histórias em quadrinhos um elemento interessante: os personagens envelheciam no mesmo ritmo que seus leitores.

Mas nem tudo nas family strips eram rosas e risos. Contra este retrato idílico das alegrias do lar uma voz se elevou com veemência: a de Frank Willard que realizou com Moon Mullins (1923) uma sátira amarga, quase desesperadora da vida familiar onde todos se odeiam mas não tem coragem nem vontade de escapar da medíocridade que os unem. Moon Mullins deve ser colocada no mesmo nível que as melhores histórias de humor negro contemporâneas. Os exemplos poderiam se alongar por Barney Goggle de Billy De Beck (1919), A Pequena Orfã, de Harold Gray e Wash Tubbs, de Roy Crane, ambos de 1924.

No limiar de 1929, a história em quadrinhos americana apresenta uma aparência de estabilidade que em poucos meses apenas será radicalmente modificada pela introdução de técnicas narrativas e de processos estilísticos de caráter totalmente novo. A história em quadrinhos européia, no curso deste período (que se prolonga aqui até por volta de 1932) apresenta um aspecto marcado de arcaísmo em relação à história em quadrinhos americana. Os desenhos infantis, com as composições de cores chapadas, os animais humanizados os textos colocados sob o quadrinho continuam dominando. Representado na França por Benjamin Rabier, ele reina na Itália, no Corrieri dei Piccoli onde, desde 1909, Antonio Rubino faz uma estilização geométrica, um desenho ao mesmo tempo rígido e afetado compondo bonitas imagens, muito próximas dos anúncios publicitários da época.
Mas foi na Inglaterra que nasceu a primeira história quotidiana em quadrinhos. Criada por J. Millar Watt em 1921, Pop é um baixinho careca e gordo que, com seu casaco e cartola insubstituíveis, aprontava as maiores estrepolias com seu inseparável amigo, o gigantesco Colonel. O humor, a habilidade do desenho tracejado, o emprego constante de fundos brancos concentrando o interesse sobre os personagens, são qualidades que colocam Pop entre as melhores histórias mundiais e publicada nos EUA a partir de 1929, no New York Sun. A história em quadrinhos começa, então, a aparecer aqui e ali no mundo inteiro; na Espanha, com Macaco de R.G. Lopez; em 1911, na Finlândia, Pekka Puupaa de Fogeli; na Argentina, Raul de Arturo Lanteri. Mas, no curso dos anos 30, um renovamento espantoso de história americana vai praticamente ser o pivô da anulação da concorrência que se anuncia.

4 comentários:

  1. Iam Godoy & R.Raven disse...

    E AI, PESSOAL LOUCO POR QUADRINHOS...FOI UM PUSTA TRAMPO FAZER ESTE BLOG SOBRE A HISTÓRIA EM QUADRIMHOS PORTANTO SERIA UMA BOA SE VCS POSTASSEM SEUS COMENTÁRIOS SOBRE A MONTAGEM E ELABORAÇAO DESTE TRABALHO.
    PROMETO RESPONDER À TODAS AS PERGUNTAS...

    OBRIGADO E DIVIRTAM-SE!!!

  2. Anônimo disse...

    Oi! È sempre bom construir alguma coisa!Lamento que o seu site como muitos que estão por ai,não são atualizados e nem retratam a verdadeira história dos Hqs. Pois muitos procuram buscar informações que lhe tragam beneficios+ não é por ai! A histórias dos HQs Nacionais é maravilhosa!!!!!!!! Quem viveu,acompanhou sabe disto! Muitas vezes os veteranos não falam para que este segredo não venha ser violado.Eu,escritora e produtora de Hqs,vejo noticias falando de Hqs,porém só de artistas conhecidos de vocês,porque são engraçados ou que tem com vcs um determinado tipo de amizade. Mas a Arte dos Hqs é muito mais do que isto,envolve arte mesmo,arte pura,estudos. Não é qualquer um, que consegue viver e comprar uma vida sócio econômica com papel,digo, quadrinhos. No entanto vcs trazem o HQs Novo - nova história,nova roupagem,maquilagem. Tentando em cima das roupas antigas, colocarem roupas novas e limpas. Em cima do velho colocar o novo. Tem uma passagem na Biblia que diz: Não se pode colocar vinho Novo no velho. Passando no seu site vi vários erros: sempre que se falar em cartoon,tem que falar naquele que venceu,que deu seu sangue para que as Hqs continuassem,sugiro o nome de um vencedor - Ziraldo. Um revolucionador no cartoon!Esse é um vencedor,lutou nos tempos mais difíceis das hqs,mais não se corrompeu,permaneceu! A vitoria dele tenho certeza incomoda muita gente,que fala muito mal dele,MAIS ELE É,E SERÁ SEMPRE UM VITORIOSO!
    Nâo pode deixar de falar também do vitorioso EDMUNDO RODRIGUES,um brilhante desenhista ilustrado,que tem uma história com os HQs,deu a sua vida por esses HQS. Eu sei,pois fui durante muito tempo produtora do artista. Enfrentei momentos terrivéis quando houve a queima das revistas em SP> Bancas de jornais inteiras eram queimadas,Praça da Sé era o palco dessa calamidade! Ele não fugiu,enfrentava...por esse motivo criei um projeto aos HQs. //Edmundo Rodrigues é um marco neste País,pai dos hqs,precursor,veterano.
    Quando falar da história HQs,procure ser fiel a ela,não se iluda,diga a verdade.
    Abraços;
    Agatha Desmond - 16/01/2009

  3. Iam Godoy disse...

    Palavras realmente lindas para um perfil tão vazio!!!
    Primeiramente gostaria de discordar em grande parte do seu comentário por dois simples motivos:

    1- De que adianta levantar uma bandeira tão grande se o mastro está escondido?

    2- Se você realmente for quem assinalou no texto, falta um tanto de modéstia e humildade, qualidades de quem realmente ama os quadrinhos de coração.

    Gostaria de ver o seu trabalho, sim...pois com a pompa em que escreveu estas linhas você deve ser uma historiadora de primeira.

    Sem mais palavras...

    Iam Godoy - Ravens House Brasil

  4. Anônimo disse...

    Telefonsex Chat

    Porno Flatrate Blog

    Private Fotzen

AMIGOS DA RAVENS HOUSE BRASIL

A HISTÓRIA DESTA HISTÓRIA TODA:

Quando decidi escrever um livro sobre as histórias em quadrinhos me veio a cabeça uma questão deveras intrigante.

Por quê escrever sobre um assunto que todo mundo já havia explorado!

O quê teria de original!

Pesquisando outras obras do assunto, acabei descobrindo que os melhores textos sobre os gibis estavam nas matérias das revistas especializadas ou nas seções de cartas. Uma coisa então estalou na minha mente e nada me impediu de acordar minha irmã-de-profissão às duas da manhã para fazer a seguinte proposta:

“Que tal escrevermos um livro só de curiosidades sobre os gibis.”

Depois de caminhar 17 Km de joelhos até o Juazeiro do Norte, consegui o terceiro componente para a construção do livro: o computador. Todos sabem que Rosana Raven não é jogo fácil de se lidar, mas aprender digitação em apenas uma semana equivaleu a milhares de Rosanas de realidades diferentes acarretando na aceleração molecular de minha calvície. Quando começamos finalmente a escrever, outro fato veio a tona: a ausência de material. A quantia de material adquirido e fatos requerentes aos quadrinhos renderia um gordo fanzine, mas estava longe de se tornar um livro. Novamente as brumas da preocupação baixaram sobre minha cabeça e mais alguns fios de cabelo se perdiam na escuridão...

Tudo parecia esvair-se até que a sapiência sagrada de R.Raven veio em meu auxílio, leve como uma bola de concreto: "É só colocar um breve resumo sobre a origem das histórias em quadrinhos, sua anta!". Então era isso!

Novamente o sol começou a brilhar e a construção desta demorada criatura foi iniciada com seu devido conteúdo, recolhendo material de diversas obras sobre o assunto e utilizando a máxima popular “copiar uma coisa é plágio, copiar várias é pesquisa”.
Sobre o conteúdo histórico do livro ser limitado aos anos 70-80 a explicação é simples; nesta fase os quadrinhos adotaram uma postura única que permaneceu até agora.

E o resto está no decorrer do livro... boa viagem!

IAM GODOY São Paulo, 21 de agosto de 2006.





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